Entrada Franca
De 7 a 10 de Abril
no kartódromo municipal

# DanadodeBom

Criador do arrocha leva 25 mil pessoas ao Kartódromo Municipal na última noite do Cubatão Danado de Bom

Pablo, conhecido também como o rei da sofrência, encerrou a 4ª edição do Festival da Cultura Nordestina e embalou os fãs com suas melodias românticas
 
A festa mais nordestina realizada fora do Nordeste despediu-se de seu público em grande estilo, neste domingo, com os sucessos do criador do arrocha, Pablo. O cantor, também conhecido como Rei a Sofrência, foi ovacionado por cerca de 25 mil pessoas que assistiram ao show, no palco principal do Kartódromo Municipal.
 
Como não poderia deixar de ser, Pablo presenteou o público com a famosa Porque homem não chora e levou a multidão ao delírioO repertório também contou com outros sucessos românticos do artista: Chora não bebêBilu bilu, Vingança do Amor, Desculpe aí, Pecado de Amor e Fui Fiel.
 
Pablo subiu ao palco com a banda formada por Clecio (teclado), Sandro Salles (guitarra), Profeta (baixo), Dalmar (back vocal), Naiara (back vocal), Anderson (bateria), Dade (violão), Vel (percussão), Ismario (sax), Panda (trompete) e Lázaro (trombone).
 
Fã de Zezé de Camargo e Luciano, o cantor também interpretou a canção Sonho de Amor, da dupla sertaneja, e fez todo mundo cantar.
 
"É sempre muito bom fazer show voltado às raízes nordestinas. Estou me sentindo honrado em ser a principal atração desta noite, e com recorde de público desta edição. Viemos fechar o festival com chave de ouro", afirmou o cantor, nascido em Candeias, na Bahia. 
 
De origem humilde, Pablo conquistou espaço e fãs nos últimos anos com músicas românticas, que falam sobre a dor da separação e de temas que todo casal apaixonado conhece bem.
 
Foi Pablo quem criou o gênero arrocha. O artista comemora até hoje sua criação, que se disseminou e vem trazendo cada dia mais outros estilos musicais a seu ritmo. Com 13 CDs, quatro DVDs e uma agenda vasta de 25 apresentações mensais, o cantor vem colecionando uma legião de fãs, ano após ano.

Uma delas é a moradora de Cubatão Rosana Mendes, que acompanha o cantor desde o início de sua carreira. "O Pablo toca na minha família desde que começou a cantar. É paixão pra vida toda", disse a dona de casa, bastante emocionada por ver e ouvir o ídolo pela primeira vez em um show. "Pra mim é uma alegria muito grande poder vê-lo, com minha família, aqui na minha cidade".
 
Balanço Positivo- A maior festa nordestina fora do Nordeste teve início na última quinta-feira e recebeu 65 mil pessoas nos quatro dias de evento. Este ano, o festival aconteceu em uma ocasião ainda mais especial: o aniversário da Cidade, comemorado no último dia 9.
 
Criado em 2010 pela Prefeitura de Cubatão para celebrar as raízes nordestinas da população cubatense, o festival faz parte do calendário oficial de eventos do Estado de São Paulo. As três edições anteriores somaram um público de quase 200 mil pessoas ao todo.
 
"Mais uma vez, o Cubatão Danado de Bom foi um sucesso. Além da importância cultural, o evento aquece a economia da Cidade, movimenta o comércio, desenvolve o turismo e atrai visitantes da região e do Estado", disse o secretário  de Governo, Fábio Inácio.
 
Outro questão importante destacada pelo secretário foi a social. "A festa representa um grande apoio às entidades assistenciais do Município, as quais têm a oportunidade de gerar renda extra nos dias de festival".
 
Este ano, o evento teve seu projeto aprovado pela Lei Rouanet, de Incentivo à Cultura, que prevê abatimento no imposto de renda das empresas patrocinadoras do festival.
 
Atrações - Além de Pablo, passaram pelo festival grandes nomes da música brasileira, como Os Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi, Zeca Baleiro e Moraes Moreira e Davi Moraes. Teve ainda o teatro de arena (grande novidade), espaço para as crianças, artesanato, comidas típicas e apresentações de músicos e bandas da região, tudo com entrada gratuita. Ao todo, 120 artistas se revezaram nos palcos principal e cultural.
 
A vida e obra do escritor nordestino Ariano Suassuna, grande homenageado da 4ª edição do Cubatão Danado de Bom, foram retratadas em uma exposição multimídia, em peças de teatro e palestras sobre o romancista e dramaturgo autor de Auto da Compadecida.
 
Pelo museu passaram cerca de 8 mil pessoas durante o evento, como o cubatense Josué Guimarães. "Conhecia muito pouco de Ariano Suassuna. Somente o Auto da Compadecida. Gostei muito de conhecer um pouco mais da vida e obra do escritor e com certeza vou pesquisar mais sobre ele na internet".
 
Estrutura - Para receber milhares de pessoas todos os dias, o Cubatão Danado de Bom contou com uma estrutura especial: palco principal com mais de 200 m² e área para abrigar um público de cerca de 30 mil pessoas, praça de alimentação de 1.500 m², camarote com 200 m², área de lanchonete das entidades assistenciais de 400 m², espaço destinado à Polícia Militar e posto médico.
 
Na praça de alimentação, seis restaurantes venderam refeições típicas do nordeste. Somente em um deles, foram comercializados mais de 1 mil acarajés, 700 pratos de moqueca de cação com arroz de coco e 600 de baião de dois, segundo o empresário Jair Legnaioli, responsável pelo espaço.
 
"Esse é o quarto ano que participamos e, para mim, esta edição foi a de maior movimento. O tempo ficou firme, a praça de alimentação tinha mais mesas e cadeiras, inclusive ao ar livre, e estava tudo muito bem organizado. Além disso, com o calor, as pessoas consumiram mais bebidas e comida".
 
Filha de pernambucanos, Marlene Melo veio de Praia Grande com o irmão e os sobrinhos só para curtir a festa e provar as delícias da culinária nordestina. "Viemos assistir ao show e aproveitei para comer um acarajé, que adoro". 
 
Logo na entrada, a cidade cenográfica, com 800 metros quadrados de parede cenográfica, retratando casas do Nordeste, com pelourinho, uma igreja uma escola, uma quitanda com comidas e doces típicos fez a cearense Glaubênia Cláudia Cavalcante voltar à sua terra natal. "Venho todos os anos prestigiar a festa. É uma forma de matar a saudade do Nordeste", disse a dona de casa, que mora há 10 anos em Cubatão.
 
O filho de Glaubênia, Mykael, de 7 anos, estava encantado com os brinquedos do espaço infantil. "Achei muito legal", disse o garoto, que não escondia a euforia com as descobertas.
 
Pelo local passaram cerca de 8 mil de crianças nos quatro dias de evento, que teve, além de brinquedos feitos com material reciclado, atividades lúdicas e brincadeiras de rua, contação de histórias, pintura de rosto, escultura de balão e confecção de fuxico.
 
"Acho o máximo esses brinquedos bem artesanais, rústicos, fazem com que as crianças esqueçam um pouco toda aquela tecnologia dos tablets, computadores e videogames. E o melhor é que a gente brinca junto com eles", destacou a dona de casa.
 
A 4ª edição do Festival da Cultura Nordestina Cubatão Danado de Bom tem o patrocínio da Elog, com apoio da Unipar Carbocloro, Vale, Anglo American. O evento é promovido em parceria com Associação Comercial e Industrial de Cubatão (ACIC), Ciesp Cubatão e Santos e Região Convention & Visitors Bureau e realização da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, Governo Federal, Prefeitura Municipal de Cubatão e Associação dos Artistas.