Entrada Franca
De 7 a 10 de Abril
no kartódromo municipal

# DanadodeBom

Ariano Suassuna

Grande homenageado da 4ª edição do Festival da Cultura Nordestina Cubatão Danado de Bom, o escritor e dramaturgo nordestino Ariano Suassuna terá um espaço totalmente dedicado à sua vida e obra. O acervo contará com fotos da exposição O Decifrador, de Alexandre Nóbrega, filmes, livros, gravações e revistas que contam um pouco da trajetória deste famoso nordestino.

A exposição ficará no Kartódromo Municipal e poderá ser visitada de 7 a 10 de abril, durante a realização do Cubatão Danado de Bom.

Um dos maiores nomes da arte e da cultura brasileiras, Suassuna foi defensor da cultura popular e ficou famoso por obras como O Romance d'A Pedra do Reino e Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. Chicó e João Grilo, de O Auto da Compadecida, foram eternizados no cinema e na TV e já fazem parte do imaginário popular.

Foi durante a sua infância, no sertão paraibano, que Ariano Suassuna se familiarizou com os temas e as formas de expressão que mais tarde vieram a povoar a sua obra. “Não troco o meu oxente pelo ok de ninguém!”, declarou, certa vez, zeloso de sua cultura nordestina.

O escritor também foi integrante da Academia Brasileira de Letras e secretário de Cultura de Pernambuco. Ariano faleceu em 2014, aos 87 anos, em Recife.

Além do material que poderá ser visto, lido, assistido e ouvido, durante a exposição, o escritor e doutor em Literatura Brasileira Carlos Newton Júnior ministrará duas palestras sobre Ariano Suassuna, nos dias 9 e 10.

Homenageados da Cidade

Seis pessoas que ajudaram a Cidade a crescer e que também contribuíram para o seu desenvolvimento e seu reconhecimento que este ano serão homenageadas durante o Festival da Cultura Nordestina Cubatão Danado de Bom. Conheça abaixo os homenageados do Festival Cubatão Danado de Bom 2016

Adriano Sanfoneiro

Adriano de Souza Taveira chegou a Cubatão aos 18 anos, em 1987. Nascido em Morada Nova, Ceará, Adriano tem uma história de vida bem sucedida: depois de trabalhar em várias indústrias do polo petroquímico, montou o próprio negócio e hoje é dono de uma das maiores firmas de locação de andaimes do município.

Nesse tempo de muito trabalho, constituiu família, tornou-se pai de seis filhos e, como faz questão de ressaltar, nunca abandonou a música. Nesses quase 30 anos, criou o Trio Asa Branca e Forró Sanfonado, bandas de grande sucesso em toda a Baixada Santista.

André Serapião

Nascido em Cubatão em 1976, Carlos André Serapião de Souza viajou para a Europa aos 22 anos, onde acabou se apaixonando pela cultura nordestina por meio da música e da dança.

A ligação de Carlos com a cultura nordestina teve início com seus avôs paternos, nascidos na Bahia, e se intensificou com a ida para Londres – onde reside até hoje e cidade em que começou a dar aulas de forró. Além disto, Carlos organiza o Festival de Forró de Londres, que atrai mais de 600 dançarinos e músicos de todo o mundo durante quatro dias. André também ministra oficinas de dança de forró na Alemanha, Noruega, França e Rússia.

Dona Pequena

Maria Francisca da Silva Lima, ou Dona Pequena, nasceu na cidade de Bezerros, em Pernambuco. Aos 23 anos de idade, embarcou com o marido em uma Brasília amarela com destino a Cubatão.

Após morar no Jardim Casqueiro, mudou-se para o Pinheiro do Miranda onde montou um bar que se tornou um ponto de referência no bairro. E foi ali que Dona Pequena se descobriu uma exímia cozinheira da culinária nordestina, conseguiu fregueses fiéis que se deslocam de bairros distantes só para saborear receitas especiais como o feijão de corda e a farofa de tanajura ou farofa de içá, feita com a formiga.

João do Coco

João de Deus Santana, conhecido como João do Coco, é um dos vendedores ambulantes mais antigos de Cubatão. Seu ganha-pão fica em frente à Igreja Matriz há 42 anos. Começou trabalhando vendendo pipoca, mas, depois, “para diversificar o negócio”, como costuma dizer, decidiu vender coco gelado.

O tino para o comércio vem de menino. Natural da cidade de Cipó, na Bahia, João trabalhava na lavoura e aos 16 anos decidiu deixar a casa dos pais.

Aos 63 anos de idade, grande parte dos quais dedicada ao trabalho, o sonho de João do Coco ainda é voltar para a terra natal e lá comprar uma casinha.

Lourimar Vieira

Natural de Oeiras, Piauí, mudou-se para Cubatão aos 13 anos de idade, em 1979. Conheceu o teatro ainda adolescente, na escola, decidindo que este seria seu ofício de coração.

No início dos anos 80, Lourimar participou de sua primeira peça teatral, a Encenação da Paixão de Cristo. Depois, especializou-se, fez cursos na área e em 1984 estreou a primeira obra, Aurora da minha vida. Mas foi ao participar da montagem Bailei na curva que despontou definitivamente para o mundo do teatro.

Junto com outros artistas criou o grupo teatral Magia da Cidade, que durou até 1996. No ano seguinte, criou o Teatro do Kaos, no Largo do Sapo (1997), que hoje, além da encenação de peças, é grande formador de atores de teatro.

Neta do Bolsão 8

JosineteLica da Silva. A pernambucana da cidade de Prazeres chegou a Cubatão em 1980 para viver com o pai que já era morador do Município. Veio sozinha, aos 18 anos, para tentar uma vida melhor, como milhares de outros imigrantes nordestinos que adotaram Cubatão como cidade do coração.

Trabalhou nas empresas do polo industrial por muitos anos. Casou-se em 1982 e se mudou da Vila Parisi, onde vivia, para o Jardim Nova República. Em 1986, Neta decidiu construir um pequeno comércio na frente de sua casa, na Rua 6, onde vendia doces. Algum tempo depois, o negócio passou a oferecer outros atrativos, como cerveja, salgados e petiscos, tornando-se referência no bairro.

Dona de grande poder de relacionamento com a comunidade, Neta ajudou a construir a ideia da quermesse junina no bairro, há 20 anos. Desde então, a comunidade se mobiliza e realiza em conjunto com os comerciantes locais a festa, que une música e gastronomia.